Mostrando postagens com marcador LIFEFA 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LIFEFA 2016. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de março de 2016

Persistência de Amanda Rodrigues faz surgir a equipe REDS de Flag 5x5 com apoio do T-Rex.

Há exatamente um ano, um vídeo de 43 segundos lançado no Facebook chamou a atenção de muita gente que curte o futebol americano. Era um domingo, 15/03/2015, quando Amanda Rodrigues publicou um vídeo mostrando um pouco do seu treinamento de drills de futebol americano.

Clique na imagem abaixo 
e vejam o vídeo

Até aí tudo bem, já que vários times de futebol americano feminino também postam vídeos de treino. Mas o que mais impressionou foi o desabafo juntamente com a determinação da garota, que iniciou sua publicação da seguinte forma: “Domingo, em vez de descansar eu decidi fazer algo diferente. Começar a treinar as bases do futebol americano sozinha”. Em sua publicação Amanda enfatiza que, apesar das dificuldades, a modalidade já é uma realidade no Brasil, e desapontada destacou a ausência de um time feminino em Santa Catarina.

Na época, o vídeo foi visualizado por mais de 2.700 pessoas em apenas 24h de publicação (hoje já são mais de 9mil visualizações). Amanda confessa que não esperava tanta repercussão e comenta “aquele primeiro vídeo teve uma repercussão fora do normal. Eu não esperava por isso, ainda mais da maneira que as pessoas reagiram. Achei que todos iriam só achar “legal”. Mas não, e eu fiquei realmente surpresa! Teve gente do Brasil todo compartilhando o vídeo e apoiando a minha iniciativa”. 

Após esse primeiro vídeo, Amanda manteve publicações mostrando um pouco dos exercícios praticados nos treinos. Com o tempo, e com o apoio massivo de vários fãs do esporte, foram surgindo novas personagens em cena. “De lá pra cá eu continuei me dedicando todo final de semana. E nesse tempo todo só treinei sozinha mesmo por mais 2 vezes. Comecei a treinar com mais uma menina, depois mais uma, depois mais cinco, e agora temos um time. É incrível o que aconteceu de um ano pra cá”, comenta. Em 7 meses elas conseguiram formar um grupo com 13 jogadoras.


Depois de quase um ano, no dia 24 de fevereiro de 2016, foi criado o primeiro time de flag de Timbó (SC). O Timbó Rex (T-Rex) lançou a equipe ‘Reds’ que corresponde à equipe feminina de flag 5×5. Hoje as Reds somam 25 meninas, que treinam juntas os ensinamentos teóricos e práticos da modalidade, sob as orientações do treinador Clair José (que também é Running Back do Timbó Rex).


Desde o lançamento daquele primeiro vídeo, Amanda foi incentivada por vários atletas e fãs do futebol americano a não desistir do sonho de poder treinar e jogar em um time feminino e tudo não seria possível se não fosse por tamanha dedicação e amor ao esporte. Hoje, Amanda pode dizer que teve um sonho realizado e finaliza: “Temos um time que está estruturando suas bases, temos a parceria e o apoio do atual Campeão Nacional, o T-Rex, e muitos projetos à vista. E o melhor de tudo: somos uma família. Elas acreditaram nesse sonho junto comigo, e agora somos todas REDS”.

Fotos: Breno Takahashi
Fonte: Nathalia Mota

domingo, 13 de março de 2016

BRASIL PARTICIPA DE EVENTO INTERNACIONAL DE FUTEBOL AMERICANO FEMININO.

Crédito da foto: WWFG/Divulgação

A USA Football organizou na última semana a terceira edição do Women’s World Football Games (WWFG), uma espécie de concentração dedicada ao desenvolvimento do futebol americano feminino. O evento, que nesse ano contou com o apoio da equipe New Orleans Saints (que sediou o encontro), reuniu 224 mulheres de 17 nacionalidades, que entre os dias 1 e 6 de março tiveram treinamento intensivo da modalidade, tanto de forma prática como de fundamentos técnicos. Ao final, as atletas foram dividias em 2 equipes e disputaram uma partida multinacional, pondo em prática tudo o que foi aprendido.

Dayany Souza, 32 anos, natural de Campo Grande (MS), foi a primeira brasileira a fazer parte do WWFG. A defesive back do Vålerenga Trolls foi a primeira a levar a bandeira do Brasil estampada no helmet.

Apesar de ter sido a única representante brasileira, a atleta nunca jogou no Brasil. “Tive de ir até lá para saber que existia futebol americano feminino no Brasil. Fiquei muito surpresa”.

Dayany comenta que ao chegar no evento, foi surpreendida pela própria organizadora do evento, Sam Rapoport, que disse já ter conhecimento da modalidade no Brasil. “Ela disse que todos estavam super felizes pelo Brasil estar participando do evento”, completou a atleta.

O evento contou com a participação de treinadores, árbitros e jogadores da NFL – maior liga de futebol americano do mundo. E num evento voltado para o desenvolvimento do esporte entre as mulheres, vale destacar a participação de Jen Welter e Shannon Eastin.

Jen Welter foi a primeira running back a atuarem uma liga profissional de futebol americano e também foi a primeira mulher a ocupar um cargo da comissão técnica em time da NFL. Já Shannon Eastin fez história na NFL sendo a primeira mulher a arbitrar uma partida na liga.

No Brasil, o futebol americano feminino ainda está engatinhando. Em 2014, foi lançada a Liga Feminina de Futebol Americano (LIFEFA), que veio com propósito de fortalecer a modalidade no país. Também em 2014 a Liga realizou o primeiro torneio nacional feminino fullpad, o Torneio End Zone (TEZ), que contou com 03 equipes participantes. Já na sua segunda edição,o TEZ reuniu cerca de 180 atletas das equipes Aracaju Alfa, Cariocas FA, Corinthians Steamrollers e Vasco da Gama Patriotas. Desde o lançamento da Liga, novas times foram surgindo pelo país e atualmente já são mais de oito equipes que treinam o futebol americano na modalidade fullpad.

Fonte: Nathalia Mota